Em Portugal, a exaltação de uma política nacionalista, na década de 40, do século XX, estendeu-se não apenas à literatura ou à música, mas também à culinária. Foi também através das Pousadas de Portugal, então sob administração estatal, que se começou a delinear o que viria a ser amplamente reconhecido como a regionalização do receituário português. Mais tarde, na década de 60, vemos prolongada esta empreitada na revista Banquete, de Maria Emília Cancella de Abreu, cuja publicação beneficiava do apoio do regime. Dessa intervenção pedagógica e institucional restam hoje algumas ações de promoção gastronómica da TAP, que nada mais fazem do que replicar o modelo de divulgação adotado no século passado. Em abundância, paira também todo um conjunto de crenças e mitos que vão desde a doçaria conventual às alheiras, e que rapidamente se estabeleceram como verdades. Fotografia: Filipe Sobrinho Como será expectável, não posso reconhecer qualquer legi...
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