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A mostrar mensagens com a etiqueta História da alimentação

Photoshop Gastronómico | Tuga Gourmet

       Em Portugal, a exaltação de uma política nacionalista, na década de 40, do século XX, estendeu-se não apenas à literatura ou à música, mas também à culinária. Foi também através das Pousadas de Portugal, então sob administração estatal, que se começou a delinear o que viria a ser amplamente reconhecido como a regionalização do receituário português. Mais tarde, na década de 60, vemos prolongada esta empreitada na revista Banquete, de Maria Emília Cancella de Abreu, cuja publicação beneficiava do apoio do regime. Dessa intervenção pedagógica e institucional restam hoje algumas ações de promoção gastronómica da TAP, que nada mais fazem do que replicar o modelo de divulgação adotado no século passado. Em abundância, paira também todo um conjunto de crenças e mitos que vão desde a doçaria conventual às alheiras, e que rapidamente se estabeleceram como verdades. Fotografia: Filipe Sobrinho      Como será expectável, não posso reconhecer qualquer legi...

Alimentação e disciplina na Regra de São Bento: práticas e desvios na vida monástica | Tuga Gourmet

      Fonte: paramodelsil.es        São Bento de Núrsia redigiu no século V aquele que viria a ser o documento fundador da Ordem de São Bento (RAMOS, p. 11). O mais antigo testemunho manuscrito conhecido corresponde ao códice Hatton 48 de Oxford , datado do início do século VIII. Trata-se de um texto de natureza essencialmente normativa, destinado a regular a vida monástica. Estabelece princípios que deveriam ser seguidos e respeitados pela comunidade religiosa, como o trabalho, a alimentação, a prática espiritual, entre outros (COELHO DIAS, 2002).    O dever está de facto bem descrito, mas será que se cumpria? Na parte final deste texto deixo alguns exemplos. Nada polémicos.     A Regra de São Bento constituiu um dos instrumentos fundamentais da organização do monaquismo ocidental, exercendo profunda influência ao longo da Idade Média e estruturando o funcionamento de numerosos mosteiros europeus durante séculos. No con...

À mesa com os cristãos-novos: Alimentação, resistência e identidade (1497-1774) |Tuga Gourmet

         Neste texto, percorremos os caminhos onde descobriremos mais sobre a comunidade judaica que viveu no Reino de Portugal, entre os séculos XV e XVIII. Uma Hagadá com a familia reunida à volta da mesa de Pessah. Arthur Szyk (1894-1951)    C omo percebemos, este percurso foi extremamente penoso, fruto das perseguições constantes, dos condicionamentos legislativos assim como pela conversão forçada ao cristianismo. Restaram apenas duas escolhas, a da aceitação à nova realidade e consequente relativização da moralidade e da ética ou, por outro lado, à prática oculta do judaísmo, sendo esta a opção mais arriscada, que conforme perceberemos, conduziu muitos judeus à condenação e à morte.       Apesar da vasta disponibilidade documental nesta área não abundam estudos específicos sobre a área da alimentação destas comunidades. Temos o belíssimo artigo da Isabel Drumond Braga, na revista portuguesa de história, nº 361, mas que abo...

Luís Sttau Monteiro - Crítica gastronómica no Diário de Lisboa (1973-1974) | Tuga Gourmet

       Luís Sttau Monteiro. Fonte: Newsmuseum O autor manifesta o seu profundo agradecimento à Doutora Irene Maria de Montezuma de Carvalho Mendes Vaquinhas pelas magníficas lições que lhe proporcionou.      Estamos perante um dos maiores críticos gastronómicos de Portugal, o qual infelizmente tem sido pouco trabalhado. Existem dois livros relevantes que abordam esta temática, um de Fátima Iken e outro de Ana Marques Pereira. Fátima Iken foca-se na análise do período entre 1969 e 1975 e, por coincidir em parte com o período que analisamos, afastamos o seu uso, pois após uma leitura percebemos que carece de um enquadramento geral, quer do jornal, quer do suplemento, que cremos fundamental. Já a obra de Ana Marques Pereira, explora principalmente os apontamentos de Sttau Monteiro, transcrevendo-os.        “Criar é uma forma de lutar contra a morte!” (Varela,1978) – esta afirmação de Sttau Monteiro sintetiza de forma eloquente a n...

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