Fonte: observador.pt Jornalistas escrevem, cozinheiros desabafam, empresários alertam. O tema das manchetes de janeiro a março. Depois vem o sol. À parte das emotivas declarações que vão surgindo e da economia paralela, como o pagamento de salários em numerário, por exemplo, urge atentar aos factos. Que há uma crise, todos nós já sabemos; o que falta descobrir é que tipo de crise. Por um lado, temos um pequeno grupo de restaurantes que, presentes nos guias mais prestigiados, nacionais e internacionais, são frequentemente apresentados como o espelho da vitalidade gastronómica do país. Por outro, a vida real. Das pessoas comuns. Dos pequenos espaços. Segundo dados da DGE, em 2024 uma grande parte das empresas com o CAE 561 (Restaurantes, incluindo restauração móvel) empregava entre 1 e 9 trabalhadores, ou seja, trata-se de um sector dominado por microempresas. Este modelo, compreensivelmente, é aquele que se revela mais frágil pela ausência...
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